31 março 2006

Um bom fim de semana...

... e o 1000º visitante que se acuse, ok?

Dica precisa-se!

Alguém sabe como tirar da roupa nódoas de supositório derretido? Já experimentei tira-nódoas e depois o Fairy da louça. Parecia que tinha resultado mas, ao passar a ferro, as manchas voltaram a aparecer, estou a ficar doida com aquilo!

Noite mal dormida

Esta noite, a Camila chamou às 3 e meia da manhã. Eu e o pai pensámos logo, desanimados: ”Outra vez!” e não errámos, a criança queria vomitar. Isto já não é novo, tudo começou em Novembro de 2004, tinha ela 20 meses. Numa madrugada, ela começa a chorar, o que não era normal, e fomos logo ter com ela ao quarto. Mal chegámos ao pé dela, vomitou a cama toda e continuou a vomitar durante mais uma hora, aí de 10 em 10 minutos, até que decidimos ir para o hospital. Ela estava horrivelmente pálida e os vómitos eram muito fortes, já não tinha nada no estômago e continuava a contorcer-se com vómitos, só deitava um líquido amarelo. No hospital, foi posta a soro para hidratar e ainda continuou com vómitos durante mais um tempo, até adormecer. Viemos embora ao meio-dia, já depois de ela ter comido qualquer coisa e com o diagnóstico de gastroenterite. No mês de Janeiro, volta a acontecer uma noite destas, mas aí já não fomos ao hospital, fui-lhe dando água açucarada para a hidratar e lá esteve ela durante umas 2 ou 3 horas cheia de vómitos. Estes episódios começaram a repetir-se mensalmente e eu achava muito estranho, depois de ler algumas coisas, que fossem gastroenterites. Já estava a ficar paranóica com a higiene das mãos e da comida, e fui ao médico de família, logo após uma noite de crise. Ele mandou fazer análise às fezes para despistar mas, para ele, não eram gastroenterites, como se veio a confirmar na análise. A teoria dele, que me pareceu ter alguma lógica, é que seriam descargas de vesícula, a menina teria a vesícula preguiçosa, que ía acumulando bílis até ela comer algo mais gorduroso, que provocaria a descarga de bílis no estômago e consequente sessão de vómitos. A única coisa a fazer seria evitar as gorduras e passei então a ter mais cuidado do que já tinha nesse aspecto da sua alimentação. Passaram os meses de Verão e não teve nada, ficámos animados, mas em Outubro passado volta a acontecer uma crise. Consultámos então uma pediatra, recomendada por uma amiga que, infelizmente, já correu bastantes, para termos outra opinião sobre o problema. Falámos-lhe da teoria do médico de família, ao que ela responde que as crianças não sofrem da vesícula e ficámos logo confusos. Uma das primeiras coisas que ela nos perguntou foi qual era o leite que ela bebia. Eu respondi-lhe que desde o ano e picos que ela bebia leite de crescimento. Aí, a doutora disse cobras e lagartos sobre os leites de crescimento, que não são leites, e que, se não tinha mama (só amamentei até aos 6 meses, depois acabou-se) para lhe dar do leite que nós bebíamos. Para ficarmos descansados, mandou fazer uma ecografia abdominal, para despistar qualquer malformação de algum órgão interno, e que veio mostrar que, dessa parte, estava tudo bem. Disse para lá voltarmos caso ela tivesse mais dois episódios.
Passámos então a dar-lhe do nosso leite e esteve mais de um mês sem uma crise, mas em Janeiro deste ano voltou a acontecer, embora completamente diferente das iniciais. Antes de mudar o leite, ela começava a vomitar aí pela 1 da manhã, estava umas 2 ou 3 horas naquilo, chegava a vomitar comida não digerida do almoço. Depois de mudar o leite, só começava a vomitar aí pelas 5 e meia da manhã, vomitava uma ou duas vezes uma espuma amarelada e ficava por aí. Entretanto, comentei este assunto com a minha dentista, que me disse que existiam leites de digestão fácil dos quais é retirada quase toda a lactose. Nessa altura, a Camila andava a beber leite do dia (já experimentei também o de soja mas ela não gostou) e tinha tido 3 crises ligeiras seguidas, uma em cada semana, e então experimentei a dar-lhe desse leite. Isso foi há um mês, já andava feliz da vida porque parecia que tinha encontrado a solução. Ontem, senti que ela tinha mau hálito e fiquei apreensiva, porque o mau hálito tem funcionado como sinal de alarme. E mais uma vez se confirmou que é mesmo um sinal, quando ela berrou por mim e disse: “Mamã, queio mitar!”. É um sentimento de impotência tão grande vê-la a contorcer-se toda com os vómitos e não conseguir fazer nada para a aliviar.
Vou já marcar consulta para a pediatra, já não sei o que pensar. Alguém conhece algum caso semelhante?
(Bocejo) Tenho tanto soninho!

(xiii, que ganda post, desculpem lá o testamento)

Está empolgada, a miúda!

Nos 3 dias que estive fora, o pai disse à Camila que eu tinha ido para a escola. Durante esses dias, a avó começou a costurar os bibes dela, para os quais tínhamos comprado tecidos no sábado (depois ponho fotos, acho que vão ficar giríssimos!). Anda tão eufórica com a ida para a escola que, mal cheguei a casa na 4ª feira, a primeira pergunta que fez, depois de saltar para o meu colo, foi: “Mamã, tinhas um bibe, lá na tua escola?” lolol

30 março 2006

De volta!

Estive 3 dias fora de casa, a frequentar uma acção de formação e sem acesso à net, por isso sem aceder a este cantinho, estava desejosa de voltar aqui. Foram 3 dias sem a minha princesinha, tive muitas, muitas saudades! Parece que é cada vez mais difícil separar-me dela, não é tanto por ela, porque eu sei que ela fica bem entregue com a avó e o pai, é mais por mim, preciso da alegria e dos mimos dela como do ar que respiro. Só ela tem a capacidade de afastar as nuvens negras que, ultimamente, devido aos problemas de saúde que já contei , dão o ar da sua graça na minha caixa dos pirolitos :( . Uns viciam-se em calmantes e afins, eu, confesso, estou viciada na minha filha! Mas há lá vício melhor que este? :)

24 março 2006

Mas com a sorte que eu ando,...

... bem que me podia calhar o Euromilhões mesmo sem jogar, para compensar! Ontem telefonei ao meu cirurgião para saber o resultado da ressonância magnética. Diz-me ele, com uma voz aborrecida: “Tás mesmo com “sorte”, tens problemas nos dois meniscos!” A hipótese dele confirmou-se, mas ele pensava que haveria problemas só com o menisco da articulação do lado esquerdo, que é a que me provoca mais dores. Mas são os dois! Saem duas artroscopias, faz favor! :(
(não sei é quando, o hospital ainda não tem o artróscopo)

Só falta a viagem!

Ontem, aproveitámos o dia para tratar de muita coisa, embora estivesse um tempo óptimo para ficar em casa, que dia de chuva!. Depois da escola, fomos tratar do passaporte, para a Camila e para mim, o pai já tem. A taxa mais barata são €33, 22 por cada passaporte, é caríssimo!!! Mas pode ser que apareçam por aí umas fériazitas de repente e há que estar preparado, nunca se sabe quando é que pode calhar o Euromilhões! lol
(eu até nem jogo!)

A Camila vai para a escolinha!

Ontem tirei o dia de férias para, finalmente, irmos conhecer o infantário para onde a Camila iria em Setembro. Digo iria, porque afinal vai já em Abril! A lei mudou em Janeiro: antes só eram aceites depois de Setembro se completassem os 3 anos até 31 de Dezembro, agora, desde que a escola tenha vagas, entram em qualquer altura do ano lectivo, depois de completar os 3 anos. Devo confessar que foi um choque, ainda não estou em mim, o meu bebé já vai para a escola, não tarda está na faculdade, SOCORRO!!! lol
Por azar ou por sorte, talvez, a educadora faltou ontem e então também não havia meninos, só a auxiliar, que já era minha conhecida, e assim a Camila teve a escolinha por conta dela para explorar. Acho que ela adorou tudo, a casinha com as bonecas, a cama e a cozinha, os jogos, as tesouras e os lápis, as casas de banho com os lavatórios mesmo à altura dela, não falou noutra coisa o resto do dia. É uma escolinha pequena, tem imenso terreno à volta e poderia ter muito melhores condições, a auxiliar disse-me que andam há anos a batalhar com a Câmara Municipal para construir mais uma sala e arranjar o exterior. Mas pareceu-me relativamente bem apetrechada, a auxiliar tem muito jeito para a miudagem, agora falta só conhecer a educadora. É claro que a Camila vai ter um choque quando voltar lá e já não puder mexer em tudo à vontade dela, como fez ontem, porque estarão lá os outros meninos, mas a primeira impressão foi positiva e fiquei contente. Quando lhe falávamos na escola, ela dizia sempre que não queria ir, que não queria ser grande, mas ontem já queria lá voltar à tarde e à noite, e só falava nas pinturas que vai fazer, enfim, ficou muito entusiasmada.
Pois é, já vai para a escolinha... e ainda ontem nasceu, o meu bebé!...

21 março 2006

Refeições difíceis

A Camila nunca foi muito problemática para comer, não é daquelas crianças que estão sempre a comer e que são gorduchinhas, mas normalmente come bem, se for massa então até “canta”: está a mastigar e a fazer “hum-hum-hum-hum”, sinal de que lhe está a saber mesmo bem (faz isto inconscientemente, desde que começou a comer sólidos, é engraçado). Quando fica doente, é claro que o apetite diminui, como acontece a toda a gente, mas ultimamente, mesmo ainda antes de ficar doente, já andava a comer mal e agora, embora já esteja melhor, as refeições continuam a ser um drama! Come duas ou três colheradas e já não quer mais, temos que ser nós a dar-lhe à boca e com muitas histórias e promessas pelo meio. Eu sei que esta história de fazer promessas, principalmente de guloseimas, não é muito correcta e tento evitar ao máximo fazê-lo, mas, às vezes, se não for assim, ela não come nada. E não é porque anda a petiscar entre as refeições, porque nem em nossa casa nem em casa da avó ela faz isso, não sei o que se passa. O certo é que, agora, eu o pai temos que nos armar com muitas, muitas doses de paciência para a hora das refeições, mas, mesmo assim, de vez em quando corre mal e acaba tudo aos berros, pais para um lado e filha para o outro. Que stress, volta, apetite, volta!

20 março 2006

O que eu gosto delas!

Adoro orquídeas, estas são as que tenho em flor dentro de casa nesta altura, tenho mais três que agora estão em descanso. Também tenho das de exterior, de duas cores diferentes, entretanto espero alargar a colecção.


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Ao Pai da minha filha

Ontem comemorámos o teu 3º Dia do Pai, mais um dia em que me alegro e orgulho de te ter escolhido para pai dos meus filhos, como o faço os restantes dias do ano. És o melhor pai que a Camila poderia desejar, a prova disso é a paixão que ela tem por ti e que ela demonstra a todo o momento. Amamos-te muito, a Camila e eu!

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Ora digam lá...

... se uma ajudante destas não faz muito jeitinho? lol

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17 março 2006

Xô, amigdalite!

A “monstra” parece estar a desparecer, finalmente! Já não há febre nem olhitos encovados, o apetite é que ainda não está grande coisa. O que interessa é que a minha Catita está quase recuperada, esta foi das fortes!
Bom fim-de-semana!

Há um ano atrás...

... estava a viver a primeira grande separação da minha filhota! Foi uma semana inteirinha sem a ver, para mim foi uma grande, enorme separação. Fez ontem um ano que fui submetida a uma cirurgia maxilo-facial para corrigir uma situação de prognatismo que me causava dores nas articulações temporo-mandibulares. “Puxaram-me” o queixo para a frente e reduziram a altura do maxilar superior, isto quando já andava há um ano e meio com aparelho de ortodontia. Este foi o tratamento prescrito pelos vários especialistas que consultei e que me diziam que corria o risco de ter muitos problemas no futuro, com o avanço na idade.
A recuperação da cirurgia não foi muito dolorosa, estive sempre bem medicada, mas a nível psicológico foi traumática. Ver a minha cara do tamanho de uma grande melancia não foi fácil, estão a ver o Shrek? Estava mais ou menos assim, só faltava estar verde! Foi uma semana de internamento, sem ver a minha linda, primeiro porque o hospital só autorizava visitas de crianças maiores de 12 anos e depois porque eu não queria que ela me visse tão inchada como estive nos primeiros dias. Para ela, penso que não foi muito difícil, a mamã tinha ido ganhar tostões, como todos os dias, e pronto. Estranhou passar tanto tempo em casa da avó, dormiu lá várias noites e chegou a pedir ao pai para a levar para casa, para ver os seus Noddys (os avós não têm leitor de DVD!).
Uma das coisas mais difíceis de aguentar, além das muitas saudades dela e do meu aspecto inchado, foi a dieta líquida durante 3 semanas (perdi 5 kg nas duas primeiras semanas, foi o único lado positivo, eheheh), estar privada de comer traumatiza mais do que podemos imaginar. A mudança da minha imagem, embora ligeira, também me afectou um pouco, mudar de cara ao fim de 30 anos mexe com a caixa dos pirolitos de qualquer um!
Quando cheguei a casa, apetecia-me “esmagar” a Camila com beijinhos e mimos, mas não podia, o único sítio onde ela podia dar-me um beijo era na testa e eu nem isso conseguia fazer-lhe, não tinha sensibilidade nenhuma nos lábios (ainda hoje não recuperei totalmente a sensibilidade do lábio inferior e do queixo).
Infelizmente, esta cirurgia não correu pelo melhor, a mandíbula desviou, isto é, fiquei com o queixo um pouquinho de lado, e o septo nasal ficou torto, sou uma mulher cheia de sorte, não acham? E em Setembro voltei a fazer nova cirurgia para “alinhar a direcção”, como eu dizia. Esta foi mais ligeira, mesmo assim foram 5 dias de internamento, mais 5 dias sem ver a minha pimpolha.
Ainda não tenho o problema das articulações completamente resolvido, pelo menos a da esquerda está um pouco bloqueada, e foi para tentar perceber o motivo que fui fazer a ressonância magnética há uma semana atrás, para a semana saberei os resultados. E já tirei o aparelho em Janeiro, foi um alívio! Esteticamente, estou um pouco melhor, admito, mas tenho momentos em que não consigo deixar de pensar que estava melhor quietinha, sem ter mexido em nada. Porque já passei por muito sofrimento e o problema de base não está resolvido, as dores nas articulações continuam por cá. Porque a vinda de um irmão ou irmã para a Camila tem sido adiada por causa de todas estas complicações. Ainda tenho uma pequena esperança de ficar a 100 %, apesar de tudo o que passei tento ser um pouquinho optimista, às vezes não é fácil. Mas a minha Camila é o melhor anti-depressivo do Mundo!

Que bom,...

...tantos comentários! :) Muito obrigada a todas, até fiquei um pouco embaraçada, se calhar ficaram a pensar que eu estava a pedinchar atenção, mas não era essa a intenção. É que, se um blog serve para partilhar, só faz sentido se houver dois lados, que dão e recebem reciprocamente, digo eu!

16 março 2006

Agora a sério,

para quem me está a ler e tem um blog, tem muita ou pouca importância o número de visitas que recebem?
Eu comecei nisto há pouco tempo, iniciei o blog porque achei engraçada a ideia de conhecer experiências de outras mães por este meio e, até ver, tem sido positivo. Mas começo a chatear-me comigo própria por causa da mania que estou a adquirir de estar sempre ansiosa a ver se há um comentário novo ou contar quantas visitas tive em cada dia :S. Porque é que hei-de andar com esta ansiedade?! Fico muito contente por receber um comentário de alguém pela primeira vez e ainda sabe melhor quando se recebe, da mesma pessoa, o segundo, o terceiro... Mas acho que não devia importar-me muito com o facto de ser pouco visitada. O que também me aborrece um pouco é comentar um blog, às vezes mais do que uma vez, e nunca haver uma retribuição do outro lado. Acho que não devia ficar aborrecida porque ninguém é obrigado a visitar-me e a comentar, mas fico, um bocadito.
Mais alguém por aí pensa nestes pormenores ou sou só eu?

PS1 - se calhar, vai-se a ver, e este blog não é mesmo nada interessante :(
PS2 – o melhor será apagar o contador, não é? :)

Porque é que...

... há blogs que têm milhares de visitas por mês e este, que vai quase em 2 meses, só agora está a chegar às 600?! “Tou tiste”, queria mais visitas!!!

Ainda na luta contra a amigadalite...

Continua chochinha, a minha pequena! A febre vai estando controlada mas, chegando à noite, é impressionante como ela sobe até aos 39ºC e tal em minutos! O médico avisou que a febre duraria mais uns 3 dias, ainda vamos no segundo :( ... Ontem, passei a tarde em casa, na esperança de descansar um pouco e retemperar forças enquanto ela dormisse a sesta, mas não tive grande hipótese. A “malvada” dormiu menos de uma hora e, animada por eu estar em casa, estava com a pica toda para jogar com todos os jogos que lhe deram nos anos. E, com a dose extra de mimo por estar doente, estava exigente a um nível que a minha paciência de mãe-não-muito-boa-de-saúde-e-muito-cansada não estava capaz de responder. Concluindo, não descansei e ainda tive uns ligeiros “ataques” de impaciência, que contive com muito esforço. Mãe doente não combina com filha doente, definitivamente!
Hoje acordámos melhor, a noite foi mais bem dormida. A Camila continua com a garganta inflamada, mas já comeu melhor ao almoço e quase não tinha febre, vamos lá ver quando se chegar a noite. Quando cheguei para almoçar, perguntei-lhe: “Então, estás melhor?” e ela, com um ar muito desconsolado: “Ainda não...” Tadinha da minha filhota!

15 março 2006

A febre continua...

Infelizmente, o meu coração ainda não voltou completamente ao normal (mas já está maior do que um bago de arroz :)). A febre que começou a atacá-la ontem de manhã foi piorando ao longo do dia, mesmo com o Brufen e Ben-u-ron. Depois do exame, fui ao médico, já ela estava com 39,0 ºC. Eu também me queixei da minha garganta e do ouvido. Diagnóstico: filha com amigdalite e mãe com crise sinúsítica, tudo corrido a antibiótico. Chego a casa e a febre da cachopa já chegava aos 40.1 ºC! Fiquei assustadíssima, via-a muito corada e quase desfalecida, a tremer descontroladamente. O Ben-u-ron ainda demorou algum tempo a fazer efeito, entretanto fui-lhe colocando compressas frias na testa, até que acalmou e até adormeceu um bocadinho no sofá. Passou a noite a choramingar, acalmou depois das 5 da manhã quando lhe mudei o pijama porque estava todo transpirado e tomou mais Brufen (estou aqui que pareço uma zombie). Acordou bem disposta mas ainda com um pouco de febre, ficou com a avó mas acho que, à tarde, vai ter a companhia da mãe no choco :( .

Coraçãozinho, ok!

Felizmente, está tudo bem com o coraçãozito da Camila, segundo o médico que fez o exame não há nenhuma anomalia a assinalar, YEESS! O médico que pediu o exame, que é o meu médico de família, tem um pouco esta “mania” de pregar sustos e muita gente o critica por isso, mas eu prefiro assim. É melhor tirar tudo a limpo quando surge alguma dúvida (mesmo que isso implique andar com o coração nas mãos durante uns dias) do que não dar importância e depois surgir algo mais complicado.
Ela portou-se muito bem durante o exame, até o médico a elogiou, e, quando ele disse: “não vejo aqui nada de anormal...”, foi cá um alívio, ufa!

14 março 2006

Este solinho é maravilhoso, mas...

... já fez uma “vítima”. Hoje, a Camila acordou com febre e tosse, vamos lá ver se o antibiótico passa ao lado. Foi uma mudança climatérica muito radical, até a mim me atingiu, também estou com a garganta numa desgraça. Deu-me cá uma vontade de ficar na cama enroscada com a minha bebé doentinha :(!

É hoje!

Está marcado para as 18h, o bendito ecocardiograma. Desculpa lá, ó relógio, hoje pedia-te que andasses mais depressa (mas só hoje!).

13 março 2006

A festa

A comemoração do aniversário da Camila com a família e os amigos fez-se no sábado à noite. Eram “só” 30 pessoas (ainda não recuperei, estou exausta), deu uma trabalheira mas correu tudo bem e ela andava eufórica, excitada de mais até!
Encomendei um bolo que ficou o máximo, ela nem queria acreditar que era um bolo, quando o viu. Não está uma obra de arte?


Depois do “Parabéns a você” e de muuitas tentativas até conseguir apagar a vela (ela só sopra para cima, a levantar a franja, estão a ver o filme, não é?), lá veio o momento tão esperado, por ela, de abrir a montanha de prendas que estava num canto da sala: muita roupa gira, uma carteirinha, um livro, puzzles, um dominó do Noddy, um DVD do Noddy, um bebé chorão, uma água de colónia e a grande surpresa final foi um escorrega para o jardim, prenda dos papás e dos avós maternos. Quis logo abrir o caixote enorme, pensando que já vinha montado lá dentro, mas teve que esperar até ontem à tarde para poder inaugurá-lo.
Passou a festa e a minha pequenina já vai a caminho dos 4! Ó relógio, anda mais devagar, por favor! Posted by Picasa

O dia de aniversário

Tinha planeado passar o dia de aniversário da Camila a fazer mil e uma coisa com ela, das quais acabei por não fazer nenhuma, excepto uma, claro: dar-lhe muitos, muitos mimos! Marcaram-me um exame (ressonância magnética) em Lisboa exactamente nesse dia e os planos que tinha foram por água abaixo. Mas fizeram-se outros e o dia acabou por correr bem na mesma. Fomos os 3 para a capital e, depois de feito o exame, fomos almoçar num “xtóante”. Na altura da sobremesa, pedi discretamente à empregada se era possível trazer uma fatia de bolo com uma velinha, pois estava quase na hora do aniversário da pequena. A moça foi muito simpática, lá desencantou uma velinha e, quando ela chega à mesa com o bolo e a vela acesa, a Camila ficou muito surpreendida e só olhava para a empregada, com um ar de “mas como é que sabes que eu faço anos?!”. Cantámos-lhe os parabéns baixinho e ela, toda envergonhada, lá soprou a vela. Estava bastante séria, acho que naquele momento estava a pensar “É só isto? E as prendas?!” :).
Depois, fomos até ao Oceanário. Eu e o pai já conhecíamos mas ela ainda não e adorou. Quando parávamos a contemplar o tanque central, sempre que via um peixe mais pequeno, gritava, toda excitada: “olha uma sadinha!”. Viu os pinguins, as “lontas”e gostou muito do “peixe-paiáxo”, mesmo não conhecendo ainda o Nemo.
Acho que foi um dia bem passado. Na minha cabeça, iam aparecendo “flashbacks”, memórias daquele dia, há 3 anos atrás, em que a minha arca se começou a encher de tantos tesouros...

10 março 2006

No dia 10 de Março de 2003, às 13h38min...

... foi assim o momento mais mágico e maravilhoso da minha existência!

Parabéns, minha flor!

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09 março 2006

Língua baralhada

A Camila vai-se esforçando, mais ou menos, para substituir os “t’s” pelos “q’s”, desde que começou a conseguir articulá-los. Mas, às vezes, cai em exageros nessa substituição, como hoje, quando dizia ao pai: “Quando o meu cabelo foe gande, dipois faço um “cocó”!” lolol

Obrigada...

... pelo apoio nos comentários do post anterior.

08 março 2006

Quando o nosso coração fica do tamanho de um bago de arroz

Ontem, levei a Camila à consulta dos 3 anos no centro de saúde. Pesa 15 kg (percentil 75) e mede 98 cm ( entre percentil 75 e 90). O "sô doutor" tinha anotado na última consulta a dificuldade de articulação do “q” e pergunta se já os diz, eu responde que sim, desde o mês passado. Observa dentes, ouvidos, olhos, coluna, pernas (chegou a ter uma ligeira assimetria, que já desapareceu, agora bate tudo certo), até aqui, tudo óptimo. Passa à auscultação do peito e fá-lo muitas vezes, até que diz: “está aqui qualquer coisa”, e o meu coração começa a encolher. “Vou passar a credencial para fazer um ecocardiograma, há aqui uma qualquer-coisa-sistólica”. E eu:”Isso é coração, concretamente o que é?” (alarmes a disparar e o meu coração continua a encolher, a encolher). “Há uma alteraçãozita no batimento, para já não há nada com que se preocupar, vamos fazer o ecocardiograma para ver o que se passa realmente”. Ele pôs-me a escutar o meu coração (que, por acaso, batia bastante acelerado) e depois o dela e, realmente, há uma diferença que passo a tentar explicar: o meu fazia “tum, tum” e o dela faz “tum, tum-tum”, o segundo batimento dela parece ser feito em dois tempos, não consigo explicar melhor. Já em casa, falando com o pai, lembrámo-nos que já tínhamos achado que o coraçãozito dela batia muito depressa, desde pequenina, mas pensámos que seria normal por ser uma criança. Só agora isto chamou a atenção do médico, ela já foi vista por outros médicos e nunca nenhum mencionou nada sobre isto, não sei se a situação tem vindo a escapar e agora ele estava mais atento, ou se foi algo que não existia e apareceu.
O ecocardiograma já está marcado para a próxima terça-feira e só sei que, até lá, o meu coração vai ficar apertadinho, apertadinho, do tamanho de um bago de arroz...

06 março 2006

Memories...

Há 3 anos atrás, vivia, por esta altura, os meus últimos dias de grávida, a fase em que nem sequer os sapatos conseguia calçar sozinha :). Adorei estar grávida, apesar dos momentos de mau-estar que a maioria das grávidas passam, desde os enjôos nas primeiras semanas às dores nas costas mais para o final. Mas essas recordações menos boas são muito ultrapassadas pelos pequenos e grandes momentos mágicos das 38 semanas em que tive a Camila dentro de mim: o teste positivo, a primeira vez em que já não se consegue apertar o botão das calças, o início do uso de roupas de grávida, a surpresa de sentir os primeiros movimentos na barriga. As ecografias, em que o primeiro pedido era que o sexo do bebé não fosse revelado e, ao mesmo tempo, nos roíamos de curiosidade contida. A barriga cheia de altos, quando ela decidia dar uma espreguiçadela e os seus soluços, sentidos especialmente à hora de deitar. O momento intenso do parto (cujas lembranças foram bem reavivadas com a reportagem do Jornal de Sábado da SIC). E muitos outros detalhes, que tornaram essas 38 semanas o melhor tempo do que já tinha vivido até então e do qual sinto saudades. Terminado esse tempo, iniciou-se outro em que todos os dias contemplo, maravilhada, o desabrochar desta flor que enche o meu coração de felicidade.

"Camilês"

No momento de experimentar umas calças novas um pouco grandinhas, a apreciação da Camila: “são gíias, mas, ó mamã, as mangas dos pés são muito tumpidas!” lololol

03 março 2006

A "Pálissete"

A Camila gosta muito de música, como todas as crianças. Adora os CD’s da Carochinha e já sabe cantar muitas das músicas dos 3 volumes. Ultimamente, há televisão por cabo lá em casa e costuma estar bastante tempo sintonizada na MTV. Daí a Camila já seleccionou um conjunto de músicas a que ela chama “a músita fixe”, que inclui: “My humps”-Black Eyed Peas, “Dirty Harry” e “Feelgoodinc”- Gorillaz, “Talk”- Coldplay, “Hung up”- Madonna, “Ugly”-Sugababes e mais uma ou duas que agora não me lembro. Mal ela houve os primeiros acordes, vem logo a correr de onde estiver para se plantar à frente da televisão e fica estática até a música acabar. Vai daí, em vez das músicas da Carochinha, começou agora a cantar umas músicas numa língua inventada, em que eu não consigo apanhar palavra nenhuma, mas que começam sempre da mesma maneira: “a toisa Pálissete,...” e lá continua ela com uma lenga-lenga e uma coreografia cheia de pernas e braços no ar, com um ritmo que me parece semelhante ao do “My humps”, dos BEP. Não faço ideia o que é que ela quer dizer com essa palavra, mas é a única que se repete em todas as cantorias! É só rir, acreditem! Agora, quando a queremos ver nesse espectáculo, é pedir-lhe para cantar a “Pálissete”. Mas à minha “pop-star” nem sempre lhe apetece dar “show”, e então diz que a “Pálissete” está cansada ou que está a dormir e não pode cantar. É, portanto, o nome artístico da minha filhota, fixem-no bem porque tem futuro! lol

01 março 2006

Medos

A minha afilhada E. faz 16 anos amanhã. Tenho-a como se fosse a minha filha grande, visto que a minha mãe foi a ama dela desde os dois meses de idade até aos 5 anos e moramos a 20 metros uma da outra, temos uma ligação muito forte. Este ano lectivo mudou para uma escola maior com as consequentes dificuldades de adaptação, tem o seu namoradinho, adora as suas amigas, enfim, está em plena adolescência. Quando ouço as suas conversas, recordo-me da minha própria vivência nessa idade, com os respectivos “dramas” e euforias. Há coisas que no meu tempo também existiam mas agora me parecem ainda mais expostas e que me assustam. Assustam-me bastante, principalmente quando começo a imaginar como será quando a Camila chegar à adolescência. Não sou muito de “sofrer por antecipação”, mas esta é daquelas coisas em que não consigo deixar de pensar. Como é que eu posso prepará-la para que, um dia, ela tenha capacidade de rejeitar o aliciamento para novas “experiências” de mau resultado? O meu maior medo é a droga. Será possível impedir que um filho caia nesse mundo? Porque se vê, hoje em dia, que qualquer um está sujeito a isso, desde filhos de famílias de risco até aos filhos de ditas “boas famílias”. Ainda tenho muito tempo até ter que me preocupar seriamente com isto, mas não consigo deixar de sentir medo.
Felizmente, a minha E. parece-me que tem a cabecinha no sítio, tem uma boa relação com os pais e está consciente dos perigos da droga, dos problemas que uma gravidez na adolescência acarreta, etc. Oxalá essa consciência seja o suficiente para a livrar das armadilhas que lhe possam surgir à frente e que seja sempre uma linda e alegre menina, que é o que ela é e sempre será para mim :).