31 outubro 2006

Banda sonora do momento

O poquinho foi à óta
Pa comer uma bolota,
O cão também lá quis ir
Mas ficharam-lh’a casota!
É bem feita puque o cão
Tem a mania qu’é esputalhão!

O poquinho foi à páça
Pa compar uma cacáça,
O cão também lá quis ir
Mas levou uma murraça!

(mamã, o que é uma murraça?!)

....

Os tês gatinhos
pederam os chapelinhos
puseram-se a chorar.
"Mamã, pedemos os nossos chapelinhos!"

"Ai que gatinhos tão feios! Miau, miau, fur fu! Miau, miau, fur fu!

Os tês gatinhos encontaram os chapelinhos!

"Ai que gatinhos tão lindos! Agora podem ir bincar!"

(Esta é toda aldrabada, acho eu!)

....

A bater o pé, olaré, olaré
A bater a mão, tlim-tlim-tlim, tlim-tlim-tlão!
Roda, roda, roda, roda, roda e bate o pé!
Gira, gira, gira, gira, gira e bate a mão!

Dedos a estalar e foguetes no ar
Dança Juliê, Julieeta e Romeu!

(esta tem coreografia e penso que serve para eles sacudirem a areia que trazem do escorrega antes de entrarem na sala)

.....

Eu
não sei o que m’aconteceu,
foi feitiço, o qu’é que me deu!
Pa gostar tanto assim d’alguém
como tuuuuu!

N vezes seguidas! :P

30 outubro 2006

Fim-de-semana bom,...

... muito trabalho em casa mas também algum lazer. Um espectáculo de magia do Luís de Matos no sábado à noite, muito bom. Uma ida à praia no domingo de manhã porque, com a mudança da hora, a malta não dormiu mais uma hora, não! Acordou foi uma hora mais cedo! Então, toca a aproveitar o tempo e ir até à beira-mar, fazer uma caminhada. Mas até na praia não se estava bem com tanto calor, é mesmo uma coisa anormal, este tempo.
As refeições correram melhor. Começo a reparar que, se eu não lhe ligar nenhuma e não começar logo a stressar, ela vai comendo. Devagar, com muita conversa e brincadeiras irritantes pelo meio (tipo contar "um... dois... tês!" para levar uma colher à boca, com um intervalos de uns bons minutos entre cada colherada), ela vai comendo. Na sexta à noite, tive que fazer um grande esforço para a ignorar, no sábado e no domingo foi melhorando o ritmo. É claro que se eu lhe der o prato preferido, é num piscar de olhos que limpa tudo. O prato preferido da Camila não existe nos livros de receitas, não existe nos restaurantes, o prato preferido dela é... massinha com "tété"! Foi a avó que começou a dar-lho quando ela começou a comer ovos, coze-se massa e abre-se um ovo para dentro do tacho, para cozer simultaneamente com a massa. Escorre-se, desfaz-se o ovo com um garfo e tempera-se com um fiozinho de azeite. É só isto! E a Camila adora, mas é lógico que não lhe posso dar este prato todos os dias, embora ela não se importasse. :)

Hoje é mesmo dia 30 de Outubro?!

É que estou a destilar com tanto calor! Estou numa sala com 26ºC, liguei uma ventoinha mas a garganta, que não tem andado muito boa, ja está a queixar-se. Help, este clima está louco!

27 outubro 2006

Só tenho andado a queixar-me da minha filhota mas nem tudo anda assim tão mau, é só mesmo as refeições. O resto do tempo é uma princesa, alegre, meiga, sempre a querer brincar. Todos os dias traz uma música nova da escola, que ela canta e dança e faz questão de nos ensinar. Está mais ágil e tem mais facilidade em resolver jogos e enigmas. Adoro quando me chama “Minha mamãzinha!”, é menos bom quando sou a “Mamã cãozinha” (sim, esta história continua!) mas também tem o seu encanto :).
A minha paixão por ela cresce todos os dias e também me tenho perguntado se, quando há mais do que um filho, essa paixão também se multiplica e tem a mesma intensidade.
Espero que o fim-de-semana seja bem calminho para poder aproveitar bem este lado bom da grande aventura da maternidade. Bom fim-de-semana!
Continua a saga das refeições a correr menos bem e da minha falta de paciência. Nestes momentos, penso naqueles casos, que leio aqui pela blogsfera, de dois, três ou mais filhos. Como é que será passar por estas situações a duplicar ou a triplicar?! Será que a importância de certas coisas fica mais reduzida, porque não se consegue lidar com essas coisas se lhes dermos demasiada importância? (perceberam isto?!) Deve ser de pôr os cabelos em pé!
Hoje, o carteiro trouxe-me a edição de Novembro da Pais & Filhos e, durante a hora de almoço, dei uma espreitadela ao editorial. Por coincidência, a editora fala de tudo isto, da falta de paciência com os filhos, que leva à gritaria para se conseguir fazê-los obedecer e cujo o primeiro efeito é os piquenos apreenderem que a melhor maneira para se conseguir alguma coisa é ao berro :(. É claro que isso não é bom, não quero que a Camila aprenda isso. Mas não consigo fazer o que ela faz no fim do editorial, prometer que não volta a gritar. Infelizmente, acho que não conseguiria cumprir :( .
Acho que vou dedicar-me ao ioga, que dizem?

26 outubro 2006

Ontem o dia acabou mesmo mal. A Camila anda a comer mal, a todas as refeições tem que haver barulho e é sempre um stress. Ontem, ao jantar, estávamos só as duas. Começou a comer muito bem a massa e a deixar a carne de lado, e eu a avisá-la que era para comer tudo. E ela: “É uma coisa cada vez, pimeiro massa, dipois a carne”, mas eu só a via a comer a massa e já me estava a passar, a paciência era muito pouca, estava cansada. Entretanto, começa o fado do costume: “não gosto desta carne... este bocado tá muito gande... a carne está fia...”, bem, aí passei-me completamente. Desatei aos berros com ela, para não lhe dar as palmadas que me estava a apetecer muito dar, tirei-a da mesa e disse-lhe que ia já para a cama. Começou a chorar, a dizer que não queria ir para a cama e queria comer, e lá a levei outra vez para a mesa. Mas continuou com as mesmas histórias, comer que é bom, nada. Eu já estava esgotada, peguei nela e desta vez não adiantou estar a berrar que queria comer. Levei-a para a casa de banho, comecei a despi-la e ela a gritar, estávamos as duas histéricas. Tive que parar, respirar fundo e começar a acalmá-la, vi que ela estava a descontrolar-se e que estava assustada. Soluçava e nem conseguia falar, de tão nervosa que estava, está pouco habituada a ser contrariada desta forma e acho que tudo isto aconteceu porque andamos, as duas, com os sonos atrasados. Lá consegui acalmar-me a mim e a ela, disse-lhe que ficava muito triste quando isto acontecia e que às refeições não é para haver discussões. Deitei-a, li-lhe uma história e já nem consegui acabar de jantar, estava extenuada, deprimida com a cena. Sei que não sou perfeita, antes de ser mãe sou humana, mas sinto-me mal quando estas coisas acontecem. Porque não trazem nenhum efeito positivo, hoje, segundo o que o pai me contou, ela voltou a comportar-se da mesma maneira ao almoço. Ao jantar, vamos voltar a estar as duas, vamos ver como vai correr.
Sabem dizer-me onde é que se vende paciência ao quilo? (suspiro prolongado)

25 outubro 2006

Dormi mal por causa do vento, da chuva e da trovoada, de maneira que hoje estou assim com o cérebro a modos que... alagado e não me ocorre nada de jeito para escrever, como se pode ver pela qualidade deste post :S
Até...Zzzz... amanhã..Zzzz!

24 outubro 2006

Ó moças, digam lá...

... se o anúncio da OK Tele-seguro, do Ok Mulher, não é das coisas mais giras, assim mais... engraçadas, que têm visto na televisão nos últimos tempos?

(houve algum cuidado na escolha dos adjectivos visto que o marido até visita este blog de vez em quando :) )
Embirro um bocado com esta coisa do Halloween, embirro, prontos! É uma americanice que estão a tentar tornar tradição nossa, que entra nas nossas casas pelas aulas de Inglês, pelos catálogos que oferecem presentes alusivos ao tema. Mais me irrita porque já temos uma tradição semelhante e muito mais antiga, pelo menos aqui na minha zona, em que as crianças vão pedir o Pão-por-Deus no dia 1 de Novembro, recebendo na sua saca bolos, rebuçados, chocolates, etc. É aquela triste mania de não se valorizar o que é nosso e só parecermos desenvolvidos se imitarmos o que vem de fora!

23 outubro 2006

A cozinheira

Ontem de manhã, "ajudei" a Camila a fazer uns queques, andava a prometer-lho há que tempos. Deixei-a partir os ovos, medir o açúcar na chávena, misturar a massa, ficou toda contente!

Quis levá-los para o almoço em casa da avó e andou toda orgulhosa a oferecê-los. Estranhamente, não comeu nenhum, provou umas migalhas que lhe dei quando estava a desenformá-los e disse que tinham pouco açúcar! :) Posted by Picasa

Parabéns, Rafa!

Fez ontem dois anos que adoptei o meu Rafa (de Rafeiro, eheheh). Uma funcionária da empresa onde trabalho recolheu-o da rua e tinha-o num cesto de verga na portaria, à espera que alguém se apaixonasse por ele e o acolhesse. Fiquei "apanhada", era uma coisinha fofa, com uns dois meses, lindo, lindo! Falei com o marido e lá ficámos com ele. Ainda viveu na cave durante uns tempos e era do mais asseadinho que há, mesmo pequenino nunca se descuidou no caixote onde dormia. Agora tem o seu T1, geminado com o do seu amigo Giga (ao qual ainda não consegui tirar uma foto de jeito para apresentar aqui), e têm a sua área de brincadeira, onde correm, brincam, escavam e brigam à vontade. É muito meigo, gosta muito das festinhas da Camila, mas não renega o seu instinto de vadio, temos que ter muito cuidado com os portões abertos porque ele escapa-se logo e não é fácil apanhá-lo, só regressa quando tem a sua voltinha dada.
Há dois anos, o Rafa e a Camila eram assim:

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18 outubro 2006

Apesar do temporal,...

... hoje é um lindo dia! Basta termos o amor de quem amamos a aconchegar-nos o coração para o sol brilhar dentro do peito :)

17 outubro 2006

O cãozinho

Tenho dois cães, o Giga, um Labrador beje, e o Rafa, um rafeiro cor de mel. Moram no seu canil e são uns fofos. Ultimamente, aparece-me mais um "cãozinho" em casa. De vez em quando, mais de manhã, logo depois de acordar, a Camila gosta de se transformar: "Agora sou um cãozinho!". Anda atrás de nós a dar uns latidos muito agudos e tudo o que faz é como se fosse um cachorro, tipo:
- pentear o cabelo = escovar o pêlo
- comer os cereais = comer a ração
- lavar as mãos e a cara = lavar as patas e o focinho
- pede festinhas
- o pai e a mãe são o "Papá Cãozinho" e a "Mamã Cãozinha".
Há uns dias, à noite, estava a lavá-la um pouco mais ligeiramente porque não tinha a água muito quente e disse-lhe que era um banho "à gato". Ela respondeu-me logo:"-Mas eu sou um cão, mamã! É um banho à cão!"

É muito doida, a minha filha!

16 outubro 2006

E agora, algo completamente diferente:

O que é que a Manuela Moura Guedes fez à cara?! Ontem à noite, dei uma espreitadela ao programa da TVI onde ela foi cantar e fiquei chocada, algo correu mal no centro de estética onde ela se trata!
Ontem vi aquela reportagem na SIC sobre os hospitais na Guiné. Senti-me abençoada por ter a vida que tenho, por termos saúde. Senti-me revoltada e só pensei: “Porque é que tem que ser assim, para estas vidas, para estas crianças?”. Senti-me com vontade de fazer alguma coisa mas depois sinto-me uma cobarde por não fazer nada. Não seria capaz de partir em missão porque não conseguiria abandonar tudo, deixar a minha vida para trás, egoísmo talvez. O que já pensei muita vez em fazer, não foi só ontem, é, daqui a uns anos, pegar numa criança como aquelas, abandonadas por serem órfãs, e criá-la como minha, dar-lhe uma outra vida. Aquelas guineenses ou portuguesas, infelizmente há muitas crianças sem um colo. Terei coragem para avançar? Não sei. Depende do percurso da vida, mas sei que, para mim, fazê-lo seria uma forma de completar a minha realização como ser humano

O primeiro pesadelo

Vivo numa zona rural, embora a 10 minutos da cidade, e por aqui vão-se mantendo algumas tradições dessa mesma ruralidade. Os meus pais, avós e tios ainda fazem criação de alguns animais para consumo próprio, umas galinhas, uns coelhos, um porquito e, na sexta-feira, calhou a “sorte grande” ao suíno dos meus pais. Eu ainda estava a trabalhar, a Camila estava em casa dos avós e a minha mãe despachou-a para casa da prima, para que ela não estivesse a ouvir e a querer ver o que se passava. Mas ela regressou a casa da avó um pouco cedo de mais, na altura em que lavavam a pele do bicho, depois de chamuscada. Não a ouvi falar do assunto até a deitar mas por volta da duas da manhã ouço-a chorar na cama. Fomos a correr, pensando que seria mais uma crise de vómitos, mas não era, estava a sonhar, chorava a dormir. Peguei-a ao colo e ela ainda chorou um pouco mais, até se acalmar e voltar ao sono descansado. Foi o seu primeiro pesadelo. No momento, eu e o pai associámo-lo ao facto de ela ter tido um “acidente” na escola nessa tarde. Com a brincadeira no novo escorrega, fez um xixi nas cuecas e, segundo a auxiliar, ficou toda atrapalhada e chorou porque não queria vestir a roupa de outra menina (eu nunca tinha levado uma muda extra para a escola, ela descuida-se tão raramente!) e porque queria que fosse o papá a mudar a roupa. Mas, na manhã seguinte, ela só falava no porco:”Puqué que queimaram o porco? E pra onde foi a pele do porco? E o chão estava sujo puquê?”, repetiu estas e outras perguntas mil e uma vezes. E então percebi que o pesadelo estaria mais associado ao facto de ter visto o porco chamuscado. Tentei explicar-lhe que aquilo não doía no porco, que tinha que se limpar a pele para tirar os pêlos e ficar tudo limpinho. Mas à noite ainda tocava no assunto, de vez em quando, ficou mesmo impressionada. Ontem, felizmente, já não falou no porco.
Estes actos fazem parte do modo de vida de quem nos rodeia, independentemente do facto de os acharmos agradáveis ou não, e ela irá habituar-se a eles como eu me habituei. Mas teremos que ter mais cuidado nas próximas vezes, até ela ter um pouco mais de idade.

12 outubro 2006

Como é que pode...

... a minha filha aprender, na pré, cantigas que eu só aprendi no meu ano de caloira na faculdade, hã?!

Se calhar, fui eu a atrasada...

Eu tenho uma vaca leiteiraaaa (eu aprendi “Eu sou...” :) )
Não é uma vaca cóqueeeer
Dá leite e manteiga,
Que vaca tão meiga!
Talim-talão, talim-talão

...

11 outubro 2006

Quase todas as manhãs me dá vontade de rir quando lavo a cara da Camila, porque me lembro de uma situação engraçada que aconteceu há quase um ano. Na altura, em vez de pestanas, ela dizia “pastanas” com uma entoação que tinha piada. A J., namorada do meu irmão, achava imensa graça às “pastanas” e um dia, em que uns amigos do meu irmão estavam lá em casa, pergunta-lhe:
- “Ó Camila, então diz lá o que tens aí nos teus olhinhos”, à espera de ouvir “pastanas”.
E ela, muito descontraída, responde:
- “Rumelas!”

É por isto que até as remelazitas dela pela manhã têm graça! :D

10 outubro 2006

A 1ª ambição profissional

No fim-de-semana estivemos num casamento em que, durante o almoço, estavam presentes duas palhaças para animar a pequenada. Fizeram comboios por entre as mesas, modelagem de balões, pinturas faciais, jogos, bolas de sabão, etc. A Camila nunca achou muita piada a palhaços, tinha até um certo medo, mas desta vez alinhou na brincadeira desde o início e mal almoçou, com a excitação. No final da tarde, com a sua flor de balão na mão, diz-me, muito convicta: “Mamã, quando eu for grande, quer ser uma palhaça!”

Que dizer... pronto, podia ser pior!
:))

09 outubro 2006

Às vezes, questiono a minha capacidade de educadora. É que, segundo a opinião geral de quem nos conhece e a minha própria, eu tenho a tarefa muito facilitada porque a Camila, já de si, é uma criança fácil. Penso como seria ela fosse uma criança de fazer birras por tudo e por nada, daqueles furacõezinhos que destroem tudo à sua passagem, que se desesperam com um não e que já não se consegue fazê-los ouvir a razão desse não. Penso como é que eu lidaria com um desafio desses à minha paciência.
Desde sempre me parece que a Camila compreende o porquê de um não, as poucas (menos que os dedos de uma mão) birras que fez em toda a sua vida tiveram o sono como grande culpado. Com os três anos, veio um pouco mais de teimosia, dá mais luta e, por vezes, é-me difícil não ceder mas, mesmo assim, continua a ser uma menina doce, que evita os conflitos, uma companhia atraente e agradável para miúdos e graúdos. Espero que ela assim continue, mas também tenho receio que ela venha a sofrer por ser assim. Porque todos conhecemos, pela nossa vida fora, gente que gosta de pisar nos outros.
Na semana passada, houve uma noite em que ela disse, pela primeira vez, que não queria ir à escola no dia seguinte, com um ar muito triste. Fazendo perguntas simples, sem lhe mostrar interesse exagerado, lá percebi que tinha tido um arrufo com duas coleguinhas que lhe tinham roubado o boneco com o qual ela estava a brincar. Ela queixou-se à educadora, que deve ter avaliado a situação e devolveu-lhe o boneco a ela, segundo o que ela me disse. Na manhã seguinte estava tudo bem e foi à escola com a mesma alegria de sempre. Acho que estas experiências só lhe fazem bem, ajudam-na a crescer, a aperceber-se das várias facetas do que é o ser humano. Terá muitas mais destas experiências, e piores, pela frente, à medida que for crescendo. Só espero que ela vá conseguindo responder à altura das situações, sabendo ceder (porque nem sempre ceder é sinal de fraqueza) ou seguir a luta. O meu instinto queria protegê-la destas coisas menos boas mas não posso nem devo, porque amá-la também é deixá-la crescer.

06 outubro 2006

Novo bibe

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Ontem:

- brinquei meia horita (das 8:30 às 9:00, agora acorda sempre cedo :( ) com a Camila na cama dela;
- fiz o bolo Luar de Outono;
- não fiz desenhos na parede mas mudei os vasos de umas plantas, coisa que já andava para ser feita há séculos;
- comi o bolinho ao lanche na companhia do chá e da conversa de uma boa amiga;
- fiz esta lasanha para o jantar e correu bem

Foi um bom dia.

04 outubro 2006

Esta amiga já está em trabalho de parto! Muita energia positiva é o que eu lhe mando daqui! :)

Amanhã, feriadinho,...

... queria:
- brincar na cama até tarde com a minha filhota (mas não devo conseguir porque ela só se aguenta 5 minutos depois de acordar até começar a pedir "vamos tomar o pequeno-aumoço");
- fazer um bolo de manhã e comê-lo ao lanche, com um cházinho
- adiantar os desenhos que me faltam fazer nas paredes do quarto da Camila
- vegetar um bocadinho no sofá à tarde
- fazer uma lasanha de espinafres e bacalhau para o jantar
Na sexta logo conto o que consegui fazer desta lista. Bom feriado!

03 outubro 2006

Conversas difíceis

Começa agora a fazer perguntas mais difíceis de responder. Durante estas férias, conversávamos sobre mães e pais:
Ela:”- A tua mamã é a avó N.. E a mamã do papá, quem é? A tia S. (irmã do meu marido)?”
Eu:”- Não, filha, a mamã do papá é a avó P., que está na fotografia com o papá quando ele era bebé.”
Ela:”- E ela tá onde?”
Eu:”- Está no céu, a mamã já te disse uma vez.” (a minha sogra faleceu há 8 anos)
Ela:”- E tá no céu porquê? E quando é que ela vem pr’aqui?” (aqui fiquei sem saber o que responder...)
Eu:”- Hum... Ela não vem, fica lá sempre.”
Ela pensa uns segundos e depois constata, com um ar um pouco aflito:”- Atão o papá não tem mamã!”
Antes que eu responda alguma coisa, ela sorri e diz:”- Sou eu e tu, somos as mamãs dele!”

(Já tocou no assunto mais vezes, acho que não fica satisfeita com a minha explicação. Não lhe digo que a avó ficou doente, que foi para o hospital e morreu para que, se alguma vez alguém próximo dela for para o hospital, ela não fique assustada. Explicar a morte às crianças não é nada fácil :S)

02 outubro 2006

Medicinas alternativas

Por causa do problema dos vómitos e porque queria ter uma explicação que me satisfizesse plenamente e, já agora, uma cura, ando a pensar em consultar, além de outros pediatras, as medicinas ditas alternativas. Especialmente depois de ler o artigo deste mês do osteopata que escreve na revista Pais & Filhos, em que ele fala de um caso que envolvia vómitos, que se deviam a uma pressão indevida sobre um determina nervo. A minha experiência com estas medicinas resume-se a umas sessões de acupunctura que fiz no início do ano para tentar reduzir ou eliminar a dormência do meu lábio inferior e do queixo devida às cirurgias que fiz no ano passado. Infelizmente, não obtive grandes resultados, reduziu qualquer coisa mas pouco, continuo sem sentir quase nada no lábio e na ponta do queixo.
Alguém tem experiência com este tipo de medicina, com resultados bons ou menos bons, que a partilhe comigo para me ajudar a ficar mais esclarecida?