29 novembro 2011

Francisco

É um bebé calminho, só chora quando tem fome... e como ele tem fome! É o mais mamão dos meus 3 bebés, por vezes está mais de 20 minutos em cada peito, sempre a mamar, quando as manas despachavam o assunto em 10 minutos (espero que, desta vez, se confirme a teoria de qe a amamentação ajuda o corpinho da mãe a ir ao sítio, das outras vezes não se verificou... e o corpinho da mãe bem precisa!). À noite, faz, em média, intervalos de 4 horas, e já fez um de 8 horas, aos 8 dias, mas não se repetiu. Está todo a pelar, desde que nasceu, parece uma cobrinha a largar a pele. É um cusco, move a cabeça na direcção de cada ruído que ouve, olhando com insistência, como se tentasse perceber o que se passa. Faz umas expressões faciais muito cómicas, farto-me de rir a olhar para ele. É muito assustadiço, qualquer movimento em falso ou sensação que lhe falta o chão pode desencadear um choro histérico. Não aprecia muito o banho nem o acto de passar cremes no corpo e na cara, reclama sempre. Adormece sozinho, quando não adormece a mamar, e não gosta muito da chupeta, só raramente a aceita à primeira.
É o meu menino, o meu bebé já com cara de rapazinho, que me parece que vai crescer num instante, tenho que aproveitar ao máximo cada momento deste tempo mágico! :-)

25 novembro 2011

Cronologia de um dia especial

10:00 - Saímos de casa, eu e o pai, com a mala da maternidade no carro, não sem antes fazer as últimas fotos barrigão. Fomos ao cemitério colocar flores na campa da minha sogra, faria 69 anos neste 17 de Novembro que viu nascer o seu 3º neto.
11:15 - Chegamos ao consultório do senhor doutor, sem ter visto a sms que avisava que as consultas estavam atrasadas, entrei no consultório já depois das 13:00, mas nem isso me tirou a boa disposição que sentia: estava um lindo dia de sol, um lindo dia para se nascer! Depois de fazer o CTG, o médico observou-me e já tinha 1 cm de dilatação. Ele deu mais um "jeitinho" que não me magoou nada, estava à espera de pior, até pensei "Só isto?! Às tantas, nem vai fazer efeito!". Saímos do consultório com a recomendação de ligar a comunicar a evolução do processo.
14:30 - Caminhámos pela cidade, almoçámos muito bem e as contracções começaram a aparecer. Nada de muito intenso mas, a dada altira, comecei a achá-las muito próximas, comecei a pedir ao pai para controlar o intervalo. "Tempo?", "8 minutos", respondia ele. Daí a pouco, 7 minutos, por 3 ou 4 vezes. Continuavam a não ser contracções fortes mas a frequência estava a aumentar rapidamente.
16:00 - Entretanto, quando apareceu um intervalo de 5 minutos, liguei ao médico que me convidou a voltar ao consultório, estávamos ambos um pouco cépticos com tal rapidez. Observa-me, tinha 3 cm de dilatação, estava tudo num bom andamento. Recomendou-me que fosse calmamente para o hospital, pergunto-lhe qual a previsão dele ao que ele me responde, a rir: "Se eu fosse bruxo, não estava aqui. Mas, antes do jantar, esse bebé está cá fora, vai ver!". Veio comigo até à recepção, deu-me dois beijinhos para dar sorte e diz-me, a picar-me como sempre fez nas consultas: "Olhe que ele é lindo! Ele ou ela, claro!".
17:05 - Dou entrada nas Urgências de Obstetrícia, o médico que me observa comenta: "3 cm... hum, isto ainda está muito atrasado, tem mesmo dores?" Dahhh, não, apeteceu-me ir ali ver as vistas! O senhor continua "Só fica porque é um 3º filho, o trabalho pode desencadear-se mais rapidamente...". Vou falar com o pai na sala de espera e buscar a trouxa para o parto. Ficamos na expectativa sobre qual será o médico que fez o prognóstico acertado.
18:05 - Entro na sala de parto, sou ligada ao CTG e colocam-me o soro. Perguntam-me se quero epidural e eu digo que não, para já não. Daí a uns minutos, chega o pai junto de mim.
18:50 - Sinto um fio de água nas pernas, rebentou a bolsa das águas, estava com 5 cm. Se, até aí, as contracções tinham sido suportáveis e ainda deu para tirar umas fotos a sorrir, a partir daí já não havia disposição para sorrisos. As contracções começaram a ser cada vez mais fortes e seguidas, quase sem intervalo, e chamei a enfermeira para lhe pedir algo para as dores, que não fosse a epidural, lembrava-me de ter levado uma injecção de petidina nos outros partos para esse efeito. Durante o tempo em que ela foi perguntar ao médico se podia avançar com a petidina, começo a sentir "aquela" vontade de puxar, uma força selvagem a apoderar-se do meu corpo. Ao mesmo tempo que sentia algum receio porque a observação feita minutos atrás tinha sido de 8 cm, sentia a convicção que estava na hora, que tinha de dar o meu melhor porque o meu bebé estava a chegar, não era possível estar a sentir algo de tão forte e avassalador se não fosse o momento.
19:50 - O meu médico acertou no seu prognóstico e, após um puxão apenas, interrompido a meio para desenrolar duas circulares à volta do pescoço (sorte que o cordão era comprido!), nasce o meu bebé, o meu tesouro tão desejado, o meu menino! Anuncia logo o seu sexo com um grande repuxo de xixi assim que sai da barriga, o grupo de enfermeiras eufóricas "É o rapaz! É o rapaz!", pois já tínhamos explicado que tínhamos duas meninas e não sabíamos o que íamos ter, estavam todas na expectativa. O pai cortou o cordão, colocaram-no sobre mim, chorei, ri, cheirei-o, beijei-o, apertei-o no meu peito o mais que pude, declarei-lhe todo o meu amor.
O turbilhão de emoções sentido nesse momento ainda está muito à flor da pele, passo longos minutos a olhar o meu Francisco e a reviver tudo isto. A diferença é que, a cada minuto que passa, o meu amor por ele aumenta mais e mais, sem limites...

21 novembro 2011

Já estamos em casa,...

... o nosso lar está completo! (um pouco caótico também, mas é um "caos sereno", se é que isso existe :-) )

17 novembro 2011

É um menino...

Já nasceu, é um menino, pesa 3600g, e correu tudo bem.

Mais uma vez a mãe foi uma valente..

O pai babado (pela 3ª vez!!!)

13 novembro 2011

Só para assinalar...

... 40 SEMANAS!

11 novembro 2011

Nestes dias...

... tenho feito a despedida gradual da minha última barriga de grávida, que adoro (nota-se pelo número de fotos!). Esta barriga já existe na minha cabeça há mais de 2 anos, desde que começamos a tentar consegui-la, e, por isso, estou bastante apegada a ela. Nunca cheguei a ter tanto tempo de gravidez das outras vezes e nem por isso me sinto mais cansada ou farta, sinto-me óptima, (relativamente) leve e ágil... linda, até! ;-)
Estou terrivelmente curiosa para conhecer o meu bebé, naturalmente... ver o seu rosto, sentir o seu cheiro... agradecer-lhe muito por me ter proporcionado tantos momentos de pura felicidade nestes últimos meses, na certeza que muitos mais desses momentos virão no futuro!

10 novembro 2011

Hoje temos Lua Cheia...





... ainda! :-)




Visitámos o senhor doutor logo pela manhã, na expectativa se faríamos ou não uma pequena "manobra" para acelerar o processo, seria engraçado nascer no dia 10, como as manas. Mas optámos por não a fazer, nada o justificava: o CTG estava bem, na eco verificou-se que a placenta ainda está para as curvas, a cumprir a sua função, e que tenho bastante líquido amniótico. O colo estava bastante posterior e ainda fechadinho, com isto tudo não vimos vantagem em forçar as coisas, vamos dar oportunidade à Natureza para fazer o seu trabalho. Daqui a uma semana, se ainda não tiver nascido, a conversa já será outra...

06 novembro 2011

Still waiting...



Prendas e 1º fato para o baby

Apesar de já ter muitas "heranças" das manas, este bebé também mereceu umas obras da mamã e da mana Camila. Eu bordei os peixinhos no lençol e na fralda e ajudei a Camila a pintar o ursinho Winnie (esta fralda só será terminada quando o bebé nascer, falta escrever o nome no balão laranja).

Tricotei ainda o casaquinho verde que acompanha o primeiro fatinho:

Só falta o "boneco" para vestir! :-)

Mafalda a vomitar,...

... mais uma voltinha, mais uma viagem neste carrocel infernal, fim-de-semana sim, fim-de-semana não aparece qualquer coisa! O que é que é que esta miúda tem?! Começo a desesperar! :-(

04 novembro 2011

Colo molinho mas bem fechado,...

... disse o senhor doutor, ainda sou capaz de ir lá visitá-lo para a semana. Se chegar a ir, talvez aceite uma "ajudinha" para a coisa começar a desenvolver, não me apetece muito chegar às 41 semanas, com a indução a balançar sobre o pescoço tipo guilhotina.
Este médico é o máximo, muito diferente da médica que "acompanhou" as gravidezes da Camila e da Mafalda. E ponho aspas porque o que ela fazia estava a anos-luz do que este médico faz, nomeadamente ao nível da atenção dispensada à utente como mulher, como grávida, como pessoa que pensa, se informa e tem as suas opiniões sobre gravidez e parto. Foi por isso que a deixei no ano passado, não prestou a atenção que eu achava que o meu problema, a dificuldade em engravidar, merecia. Decidi marcar com este médico, depois de ouvir boas referências dele, mesmo sabendo que ele não faz partos no hospital da cidade, só faz no privado e longe daqui. Mas, para mim, o serviço de um obstreta não implica como condição essencial a assistência do parto, até porque a médica anterior só assistiu ao da Mafalda por coincidência e não senti nenhuma atenção especial por ser utente dela no privado nem diferença em relação ao parto da Camila, feito por uma enfermeira-parteira.
Com este médico, tenho conversas de longos minutos, a atenção dele é toda minha, o tempo que eu precisar, mesmo que esteja a atrasar a consulta seguinte. Sinto-me respeitada e ouvida e sou esclarecida quando coloco alguma questão. É uma pena que os médicos não sejam todos assim, no público e no privado, mas especialmente no privado, em que muitas vezes pagamos para sermos tratadas como meros cifrões.

Veio mesmo a calhar,...

... constipei-me! :-(