23 abril 2012

Balanço da 1ª semana em modo mãe-trabalhadora-fora-de-casa

Até ver, tudo a correr serenamente. O rapaz mama antes de eu sair de casa, come a sopa por volta do meio-dia e, cerca das três da tarde, já estou em casa para ele mamar novamente (parece um cachorrinho a farejar-me o peito quando o pego ao colo, só rir!). Estou a fazer um horário das 9 às 14:30, sem hora de almoço, e que eu não me importava nada de manter depois dele fazer um ano, abdicando de parte do salário. Porque o tempo também é dinheiro e o tempo com e para os meus filhos vale muito mais que dinheiro. Mesmo que a lei preveja essa situação (não tenho a certeza se a prevê ou não), seria muito difícil a empresa aceitá-la e não ser olhada de lado, embora, na minha opinião, até consigo render mais assim, em jornada contínua. Sinto-me mais motivada a fazer mais e melhor naquele tempo em que me dedico completamente ao trabalho, porque sei que, depois, tenho tempo suficiente para tratar das coisas de casa, das crianças, esses pensamentos não interrompem tanto o dia de trabalho como quando estou a trabalhar das 9 às 17:30 ou 18 ou 19, por vezes. Infelizmente, este país esquece-se que as pessoinhas pequenas que estamos criar vão mandar nisto tudo, um dia destes, e que devíamos ter mais tempo para as educar e formar, para que tornem este mundo num sítio cada vez melhor. Resta-nos fazer o melhor que sabemos e conseguirmos...

18 abril 2012

É muito difícil...

... ser conquistada pela roupa de menino da mesma forma que deliro com roupas de menina. Em contra-partida, não resisto a uns ténis ou sapatos pequeninos para o Francisco, adoro calçado de baby boy. Estes são a mais recente aquisição, um mimo!

17 abril 2012

5 meses...

... de um menino risonho, bem-disposto, um gordito viciado na maminha mas que já come sopa como um senhor. Um menino de olhar traquina, fascinado pelas manas, um sedutor dos papás que o adoram com uma paixão imensurável.
Há 5 meses que somos 5, há 5 meses que somos tão mais felizes com este menino entre nós!

15 abril 2012

Poliglota atrapalhada

A Camila gosta de ler tudo o que lhe aparece à frente que não seja em português e perguntar o que quer dizer. Às vezes, lê na diagonal e tem umas saídas engraçadas, como quando me perguntou porque é que eu comprava tantas revistas Continente MagaNIZE. Ou como nesta Páscoa, em que recebeu uma caixa de bombons Milka e que ela achou que era uma caixa de bombons para aniversário por que dizia "Parabíens" (isto dito com sotaque de portunhol). "Diz o quê?!", perguntámos nós. "Está aqui escrito: Pára...hum, pral... eh, hum... pralinés! Qu'é isso?!" lol

Ontem, ao 3º round,...

... começou a correr melhor! Ainda rabujou, esperneou, chorou. Acalmei-o, deixei-o distrair-se um pouco e voltei a tentar. Fez um ar resignado tipo "Lá terá que ser!..." e começou a comer. Ainda cospe algumas vezes mas já não empurra a colher. Troquei a cenoura pela abóbora, talvez tenha gostado mais do paladar. Hoje foi a vez do pai treinar a "modalidade" e pode-se dizer que o resultado foi positivo. Com calma chegamos lá.

12 abril 2012

O primeiro contacto com a colher...

... foi ontem, a 6 dias de fazer 5 meses. A ideia era amamentar em exclusivo até aos 6 meses, o rapaz sempre mamou bem, pensei que seria possível. Mas comecei a enfrentar um dilema a partir do momento em que percebi que não conseguia "fixar-lhe" horários para as refeições que encaixassem no meu horário de trabalho, como aconteceu com a Mafalda. Normalmente, consegue fazer um intervalo de 3 horas entre refeições mas também acontece querer mamar novamente ao fim de 2 horas, é muito incerto. Para meu descanso enquanto estiver a trabalhar, pensei em introduzir uma sopa ao fim da manhã e, anteontem, a pediatra concordou com a ideia. Ontem foi então a estreia e... não correu nada, nada bem! Ficou com uma cara de "Mas que raio?!....", a franzir o sobrolho e a olhar, muito admirado. Até aceitou bem a colher, não começou a chuchar como fizeram as irmãs, o problema foi o que ía na colher, a sopa. Deitava-a fora, ficava com ela na boca aberta, cospia-a, engolia alguma após 3 ou 4 vezes a enfiar-lhe a mesma colher de sopa na boca. Às páginas tantas, começou a chatear-se e a chorar, a partir daí, nada feito.
Hoje, nova tentativa. A sopa estava mais fluída, com uma textura diferente, mas a reacção foi a mesma, um grande "Blarghhhh!". Depois de tentar, fui dar-lhe banho para lhe abrir o apetite e voltei a tentar a sopa. Estava esganado mas nem assim! Amanhã vai ser o pai a tentar, é que, ao meu colo, o gajinho está sempre à procura da mama, tem o faro apurado!
D. Francisco tem até domingo para começar a comer como deve ser, na segunda-feira já não está a mama em casa disponível a toda a hora! Queria arranjar uma solução, não era mais uma dor de cabeça... :-S

09 abril 2012

Daqui a uma semana...

... já terei completado o meu primeiro dia de trabalho pós-licença. Sei que na véspera vou chorar baba e ranho, apesar de saber que o Francisco vai ficar lindamente com o pai e a avó. Mas vais ser inevitável, vou chorar pelo fim deste tempo, algo estafante e absorvente, mas emocionalmente tão especial com o meu bebé, o meu último bebé. No início do dia, vou estar excitada com o regresso à empresa e por voltar a ver caras amigas (há outras que dispensava bem, mas, enfim, faz parte). Ao longo do dia, vou lembrar-me algumas vezes do meu pequeno mas não vou estar a ligar constantemente para saber como se está a portar, assumo que, se ninguém me ligar, é porque está tudo a correr bem. No final do dia, vou estar com a cabeça em água com tanta informação que vou receber; apesar de ter mantido algum contacto durante estes meses, há sempre coisas que mudam e das quais vou ter que me inteirar rapidamente. Sei que vou voltar para casa a voar, cheirar muito a minha cria e perceber que, afinal, é possível passar mais do que 2 ou 3 horas longe dele sem me cair um pedaço do corpo ou parar de respirar.
Tenho quase a certeza que a próxima segunda-feira vai ser assim, já vi este filme. Duas vezes.

A minha pré-pré-adolescente...

... já não gosta muito de levar com beijos e miminhos dos pais ou avós, já foge desses "embaraços" a sete pés. A única pessoa com quem ela se derrete à primeira é o irmão e a irmã também leva, de vez em quando, com umas demonstrações de carinho mais efusivas. Confesso que, às vezes, reajo mal, fico ofendida com ela me rejeita, não a entendo. Respiro fundo, lembro-me que é da idade e sei que, se insistir um bocadinho e misturar com brincadeira, acaba por aceitar os mimos e ronronar como um gatinho. Mas custa. E ainda só tem 9 anos...

08 abril 2012

Estes coelhinhos desejam...

... uma Páscoa Feliz!

07 abril 2012

O treino do sono

O "treino do sono", para além do "treino das refeições à colher", é das últimas tarefas das minhas licenças de maternidade, a avó e o pai ajudam depois quando regresso ao trabalho. Até ver, sem grandes alaridos, a fase de "treino do sono" do Francisco não está a correr muito mal. Depois de 3 noites complicadas, temos conseguido "domar" a pequena fera sem recorrer à mama. Passa por um período de sono mais agitado por volta das 2 da manhã, tem que ser enroladinho da manta várias vezes até que volta a pegar no sono até às seis, seis e meia. A essa hora, normalmente já está há 8 horas sem comer e a fome fala mais alto, claro. Mama e depois ainda dorme até às 9 ou 10 da manhã.
Durante o dia, tem vezes que faz grandes birras mas que eu acho que acontecem mais quando o deixamos acordado tempo a mais da conta e depois tem nada para o ajudar a conciliar o sono, porque não gosta da chupeta. Quando o deito aos primeiros sinais de sono, aconchego-o, dou-lhe beijinhos e digo-lhe que vai dormir uma soneca, ele sorri, é capaz de ficar um bocadinho a olhar para os bonecos da cama e, daí a pouco, adormece sozinho. Ainda não posso dizer que esta é a rotina, mas vamos bem encaminhados.

Mancha mongólica

Por curiosidade, alguém conhece alguém com mancha mongólica no tornozelo? O Francisco nasceu com uma mancha azulada no tornozelo, a primeira pediatra que o viu no hospital ainda pôs a hipótese de ser posicional, caso desvanecesse com o tempo. Mas não desvaneceu, mantém-se lá, num azul arroxeado. Pelo que li e perguntei aos médicos, não é uma localização muito vulgar, por isso a minha curiosidade.

05 abril 2012

Temos tido noites atribuladas...

... com D. Francisco, ultimamente. Está na fase em que deveria adquirir mecanismos de consolo e de voltar ao sono profundo quando entra em fases de sono ligeiro, mas não tem corrido muito bem. Não gosta de chupeta, o dedo só lhe serve quando a fome aperta, o consolo ideal seria ter constantemente a mama da mãe a 2 centímetros do nariz, de modo a poder mamar sempre que houvesse vontade e o soninho precisasse de ser conciliado. Mas não dá, a mama da mãe não é chupeta e ele tem que aprender por si. A técnica tem sido embrulhá-lo numa mantinha, tipo casulo, para evitar o esbracejar maluco que ele faz e que acaba por despertá-lo mais, dar mama só quando se verificar que é realmente fome (normalmente por volta das 4-5 da manhã, tenho mamado antes pelas 22 horas) e ir tentado sempre que pegue na chupeta, às vezes, lá corre bem. A noite passada já correu melhorzinho, depois de 3 noites a acordar de hora a hora com ele aos gritos, uma autêntica tortura. Espero que a evolução positiva continue.

A Camila chamava...

... as perneiras das calças de "mangas dos pés", a Mafalda chama ao cotovelo o "calcanhar do braço"! :-)

Tenho pena...

... de não registar aqui tantas coisas da Mafalda e agora do Francisco como registei da Camila, no início do blogue. Comecei a fazer (finalmente!) a passagem do blogue a livro e rio, choro, sorrio com as coisas que vou lendo sobre a minha mais velha, as suas conquistas, as suas invenções linguistícas, os seus disparates. Claro que o tempo disponível é inversamente proporcional ao número de filhos mas quero muito vir aqui guardar mais tesouros dos meus mais novos, coisas que não interessam nem ao menino Jesus mas que, um dia, saberá bem recordar.

03 abril 2012

Uns dias de passeio,...

... antes de terminar a minha licença de maternidade, levaram-nos até à capital e arredores, para dar a conhecer às pequenas, e aos pais também, que não conheciam tudo, alguns locais e monumentos importantes e para viverem novas sensações, tal como andarem de metro.
Começaram no domingo com o espectáculo Disney on Ice, um sucesso garantido. Nos dias seguintes, explorámos a Serra da Arrábida e as suas praias, Sesimbra e o Cabo Espichel, a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu dos Coches seguido dum pastel de Belém e um latte do Starbucks a acompanhar, o Aquário Vasco da Gama, a baixa de Lisboa, o Palácio Nacional da Ajuda... Tudo isto intervalado com muitas paragens "técnicas" para alimentar o pequeno buda, claro!
Uns dias bem passados, com muito, muito mimo, a cola mais eficaz destas memórias no nosso álbum da vida.

02 abril 2012

Pézinhos...

Adoro-os e não me canso de fotografá-los.
Difícil é imaginá-los daqui a uns anos a calçar 43 e a cheirar a queijo roquefort :-p !