27 outubro 2012

Troca-tintas

Há coisas que a Mafalda demora a fixar, o que nos faz rir, invariavelmente (para já, não acho preocupante). Troca sílabas de palavras, troca melão com melancia, troca os nomes dos nossos dois cães, troca o nome da tia com o da madrinha, quando quer dizer alguma coisa e fica ali no limbo, sem a palavra sair à primeira, já sabemos que está a tentar decidir a forma correcta mas quase sempre erra. Rimo-nos todos, ela inclusive, e, às vezes, acho que ela faz de propósito para nos rirmos, é a minha palhacita!

Tempos difíceis

Estas últimas semanas têm sido complicadas no meu local de trabalho. Como muitas empresas por este país fora, também esta está a sofrer com a conjuntura actual e viu-se obrigada a encolher a sua estrutura, têm saído pessoas por não renovação de contratos, outras por acordo mútuo e outras por despedimento colectivo. Numa semana e meia, fiquei sem 3 pessoas na minha equipa, num universo de 8... está a ser complicado de gerir, quer em termos de trabalho quer em termos emocionais. Vive-se um ambiente horrível, quem fica sente uma grande incerteza no futuro, a corda no pescoço, esperando a vez em que o nó vai apertar. Além disso, é muito triste ver uma empresa quase centenária, que tem sido o grande pilar da economia da zona, contrair-se desta maneira, com as consequências inevitáveis para as pequenas empresas-satélite. O grande problema, o meu grande medo, é eu e o pai cá de casa estarmos no mesmo barco, em áreas diferentes, embora, para já, não se prevê que sejamos afectados. É desejar ardentemente que o barco atravesse esta maldita tormenta e cheguemos, um dia, a bom porto, neste momento das nossas vidas não vemos outra opção. Vale-me o quentinho do abraço dos meus filhos para atenuar toda a tensão e espantar as nuvens negras que me  perseguem até casa...

25 outubro 2012

Estreia nas "ites":

sai uma otite para o rapazinho cá de casa!

13 outubro 2012

Temos gatinho!

Esqueci-me de registar aqui a última grande evolução na motricidade e que é novidade cá em casa, as manas pouco ou nada gatinharam. No dia 26 de Setembro, o Francisco conseguiu equilibrar-se nos joelhos e mãos, movimentá-los em sequência com êxito e, a partir daí, acabou-se (mais um bocadinho) o sossego, corre a casa toda. Haja calça resistente no joelho!
 

08 outubro 2012

De pequenino se torce o pepino

O meu filho fica estático assim que começa o anúncio da Intimissimi, se não estiver virado para a televisão, torce-se todo e fica fascinado a apreciar... a música, só pode. Ainda não tem 11 meses, será que pode estar a apreciar outra coisa que não a música?!
:-)

E da noite para o dia, acabou-se a mama!

O meu viciado em maminha, que não me podia ver com um decote mais pronunciado que ficava tolinho a dar-me palmadas no peito, não quer mais. Mamou pela última vez na 6ª à noite, no sábado de manhã já não quis. Chegou ao peito, abriu a boca e nem tentou sugar, recuou, pôs-se a olhar para mim com uma expressão que parecia dizer "Mas o que é que eu estou aqui a fazer?!". Ainda insisti um pouco mas começou a chatear-se, a querer fugir do colo e desisti. Já esperava que acontecesse entretanto mas assim, tão de repente, tão radical, nunca pensei. Já tentei mais vezes, de manhã e à noite, com a rotina que tínhamos mas não voltou a querer.
Hoje voltei à pediatra para reavaliar os ouvidos, que já estão no bom caminho, e mostrar-lhe a boca, porque lhe vi uma ou duas aftas nos lábios e associei que também fosse isso que o fizesse rejeitar a mama. Mas a boca não tinha nada por dentro e ela diz que o que se passou com o Francisco é perfeitamente normal, decidiu que não quer mais, simplesmente. O que acontece, às vezes, é voltarem a querer daí a uns tempos o que já é mais problemático porque o leite da mãe acaba-se. Eu fiquei um pouco aflita do peito e espero safar-me sem recorrer a medicação, tenho aliviado a pressão manualmente mas não muito para não estimular a produção, mas parece-me que já está a normalizar. O problema vai ser dar-lhe outro leite, tinha em casa uma lata oferecida pela pediatra mas ele nem prova, atira com o biberão ao ar. Ela diz que não é grave se ele comer bem o iogurte, que gosta muito.
Não esperava que fosse assim, estou um pouco desconsolada, confesso, não por acabar, porque já tem quase 11 meses e sinto que cumpri a minha parte, mas pela forma como acabou. Com a Mafalda foi mais gradual, houve um dia que mamou só uma vez, no dia seguinte não mamou, depois foi mais uma vez, para a despedida e pronto, tudo sereno. Este rapaz não, foi corte total, uma viragem a 180º, de viciado passou a enjoado! Assim seja!

06 outubro 2012

Isto é um blog sobre os meus filhos...

... mas onde, poucas vezes, partilho algumas reflexões minhas sobre outros assuntos. Não gosto de trazer para aqui cargas negativas, é um cantinho que quero preservar e, na maior parte das vezes, opto por ficar sem escrever, quando as preocupações me absorvem e não consigo deixar de pensar nelas.
Ontem, no supermercado, assisti a uma cena que me deixou a pensar. No balcão do peixe, uma senhora, não consegui perceber se era estrangeira ou se tinha um defeito de fala, pois não se entendia o que ela dizia, ía pedindo à peixeira para pesar vários tipos e tamanhos de peixe congelado até ver um valor que lhe parecesse aceitável. Os preços rondavam os € 4... e ela acabou por não levar peixe nenhum, pela reacção dela, era mais do que ela podia pagar. É isto a crise, a triste realidade. Neste momento, não é a minha, felizmente, mas por quanto tempo?! Não concebo a ideia dos meus filhos passaram por privações, não ter meios de lhes satisfazer as necessidades básicas... Tudo o que ouço à minha volta, o que vai acontecendo na empresa onde trabalho, faz-me temer o futuro. E esse temor tem o poder de nos impedir de gozar as pequenas alegrias do quotidiano, de ver o lado bom doutras coisas, de viver.

Balanço da semana: 6 noites mázinhas,...

... para ser simpática. A de terça-feira então, uma desgraça! O pequeno adormecia muito bem, meia-hora depois estava aos gritos, umas noites calava-se com a chupeta e estava a pedi-la com intervalos inferiores a uma hora, outras vezes, como terça, não se calava de maneira alguma, a gritar como se o matassem, e eu a desesperar por não conseguir acalmá-lo de forma nenhuma. A partir das 3 e tal da manhã, sossegava mais mas continuava a choramingar pela chupeta. Durante o dia, andava, em geral, bem-disposto embora mais agressivo e birrento. Não tinha febre, tinha (e tem) o nariz a pingar e a teoria era que tudo era resultado dos dentes que estão a nascer. Já estava a entrar em desespero por não dormir e levei-o ontem à pediatra, que descobriu uns ouvidos inflamados, possíveis causadores de dor forte tipo guinada, especialmente estando deitado. Não justificava antibiótico para já, a estratégia passa por 3 dias de Brufen a ver se passa assim. Certo é que o meu Francisco parece outro hoje, passou bem melhor a noite e dormiu uma sesta de 3 horas, começo a ter o meu bebé "de volta".