19 fevereiro 2013

Isto é tramado:

será que posso queixar-me de ter muito trabalho, sem ter alguém a ler-me e a pensar "Dá-te por sortuda por tê-lo!"?! Com este panorama que nos cerca por todos os lados, ter um emprego e mantê-lo é, de facto, uma sorte. Mas, nestes dias em que chego a casa quase na hora dos pequenos irem para a cama, tenho que me queixar, não consigo evitar. Desde que o Francisco fez um ano e voltei a ter horário completo, isto tem acontecido com (muito) mais frequência. Coincidiu com o despedimento de colegas cujo trabalho "sobrou" para mim e vivo no sufoco de não conseguir dar conta do recado, nem no trabalho nem em casa. Há dias em que a coisa se aguenta, outros em que não é fácil gerir a pressão que é mais que muita. E depois os remorsos... chegar a casa e ouvir a Mafalda: "Onde é que tu andas?!", o tempo que estou com eles ser só para lavar os dentes, vestir o pijama, ter uma conversinha pequena sobre o dia delas durante essas tarefas, controlar-me para não lhes ralhar por estarem a demorar tempo a mais a irem para a cama e amanhã é que são elas para acordar, aconchegá-las, tratar do pequeno, brincar com ele mas não muito porque ele já está a ficar com soninho, dar-lhe dezenas de beijinhos antes de pô-lo na cama... depois, pensar nos momentos preciosos que perdi com eles neste dia... fico em baixo. Mas, infelizmente, nos tempos que correm, ninguém se sente bem a fazer este tipo de queixas, assim como projectar fazer umas férias ou desejar comprar um presente mais caro (a celeuma que a outra deu com a mala, livra!). E, por isso, vou deixando aqui um pouco das minhas queixas, é uma maneira de decomprimir. Mas amanhã tenho outro dia pela frente, e será melhor, espero eu! :-D

10 fevereiro 2013

Parece que hoje é o dia...

... em que o Francisco perdeu o medo de ser bípede! Depois de ter dado alguns passos sozinho no dia de aniversário (há quase 3 meses!), nunca mais conseguimos pô-lo a andar sozinho, assim que se sentia desamparado dobrava logo os joelhos. Hoje à tarde começou a arriscar umas passadas entre sofá e mesa, mesa e cadeira, os percursos começam a aumentar até que andou como se o tivesse feito desde sempre! Confiante, a sorrir e a bater palminhas por nos ver a aplaudir, correu a sala toda, tão feliz!
E, se amanhã se mantiver na mesma onda, este foi o dia em que se foi mais um bocadinho de "bebé" cá em casa! :-)