22 maio 2013

Silêncio

Foi a banda sonora da manhã. E que bem que soube! Com as pequenas sem escola hoje, não houve o rosário do costume: "Bebe o leite, Mafalda!", "Despacha-te a vestir, Camila!", "Bebe o leite, Mafalda!", "Já fizeste a cama, Camila?", "Bebe o leite, Mafalda!", "Esses dentes, estão bem lavados?", "Bebe o leite, Mafalda!" (Nota-se um certo padrão repetitivo, não nota? É que a Mafalda é menina para estar 35-45 minutos com uma caneca de leite à frente, só leite, sem cereais ou pão ou outra coisa qualquer, é de bradar aos céus!) Esta manhã, um descanso, tudo a dormir e eu nas minhas calmas, vim trabalhar sem stress. Em contrapartida, à hora do almoço, toda a gente em casa, foi uma cacofonia e ainda estou com os ouvidos a zunir!
Os meus filhos são a melhor coisa do Mundo mas fazem tanto barulho, senhores! :-)

17 maio 2013

18 meses de Francisco

Está lindo, lindo, lindo, não consigo ser modesta, é impossível perante este menino! Está um autêntico papagaio, repete tudo o que dizemos. E o que é que esta mãe lhe ensinou, o que foi? "Francisco, diz "minha mãe!" e ele começa "Mina mãe! Mina mãe!" e repete as vezes que eu lhe pedir, com o sorriso mais lindo do mundo, há lá coisa melhor?! E o "A sério?!" que repete de cada vez que nos ouve, com a entoação bem aplicada, é simplesmente uma delícia.
Continua minorquita mas é ágil e destemido, já sobe o escorrega sozinho, se o deixarmos. É o delírio das manas que competem pelos seus mimos e sorrisos e ele sabe dedicar a cada uma delas um carinho especial. É a paixão do papá, que se derrete com os seus sorrisos malandros com que nos seduz a todos.
Faz um ano e meio, o meu rapaz, o meu tesouro precioso.

16 maio 2013

A minha menina grande



A Camila cresce todos os dias a olhos vistos e um mix de sentimentos me atropela ao contemplar esse crescimento. Por um lado, irrita-me a Camila desarrumada, refilona, pouco solidária por vezes, trapalhona no que faz e que não lhe agrada, a Camila "eu é que sei!", que foge dos meus mimos e me deixa de braços a abanar à espera de um abraço. Por outro lado, encanta-me vê-la florescer, ouvir as conversas dela, já com toques de ironia e sarcasmo, a gesticular muito com as mãos, a rir-se das nossas piadas, os carinhos sem reservas que dispensa ao irmão e, com mais reservas, à irmã porque andam numa fase em que também brigam muito, a sua independência cada vez maior e os mimos que me dá em momento especiais, quando se aninha no meu colo e me dá a certeza que ainda sou o seu porto de abrigo quando sente necessidade dele.
Quero que ela cresça para o mundo, que voe, que descubra, que experimente, que vá... com a certeza que pode voltar sempre para este colo de mãe que a ama incondicionalmente.