28 julho 2013

Felicidade

Hoje, na praia, nos braços do marido, ambos contemplando os nossos três filhos brincando na areia, banhados pelo sol quase a pôr-se, apeteceu-me tanto parar o tempo, cristalizar aquele momento para sempre, desligarmo-nos do mundo que roda e avança e ficarmos para sempre assim, os dois a ver os três. As gargalhadas e a inocência deles, a cumplicidade nos seus abraços enrolados na areia, o calor na pele, o coração cheio de pura emoção sentida a dois... Não sei o que mais chamar a isto se não Felicidade!

"Tá chia! Tá chia!"


O rapaz não gosta do mar, não tem a temperatura que o satisfaz. Ou está na figurinha da foto acima, pendurado em nós de maneira a que parte nenhuma dele toque na água, ou, caso o pé esteja a ser levemente beijado pelas ondinhas quase a morrer, grita e chora porque a água "tá chia"! Este Verão, pelo menos, estou descansada, fugir para o mar é preocupação a riscar da lista.

27 julho 2013

Então e não se passa nada?!

Passa, claro que passa. Passa-se que estou de férias. E se não escrevo aqui quando trabalho porque não tenho tempo, de férias não escrevo porque... não tenho tempo. Para ser completamente sincera, há também muita falta de vontade de interagir com este mundo electrónico. Só tenho pena de, por isso, perder a oportunidade de registar as pequenas coisas, descobertas e curiosidades dos meus filhos, porque a minha memória já não é nada do que era. E se ainda me lembro que a Camila dizia "mimita", a Mafalda dizia "cunca" e o Francisco diz "mimica", tudo para dizer "música", muitas outras coisas tão ou mais engraçadas (sempre na óptica da mãe, claro!) se perdem com o passar do tempo.
Houve uma altura em que contava aqui mais da minha vida, do dia-a-dia, do que tinha feito, onde tinha ido. A dado momento, fechei-me. Aqui e na vida fora daqui. Tomei consciência disso e concretizei esse momento há pouco tempo, engraçado. Estava a fazer o álbum de fotos da Mafalda dos 2 aos 4 anos e, curiosamente, notei que tinha muito menos fotos desde o 3º para o 4º aniversário do que nos anos anteriores. Para a Camila, esses meses de 2009/2010 também têm muito menos fotos. E, aqui, o número de posts foi encolhendo, mirrando... Percebi que, nesse tempo, fui completamente dominada pela frustração de não conseguir engravidar. Tinha consciência que esse ano, ano e meio teve dias negros, de obsessão, de intolerância, de raiva contra o mundo, tanto que desisti da ideia do 3º filho por já não me suportar a mim própria (e aí, pimbas!, engravidei), mas não me tinha apercebido do quanto da minha vida havia sido influenciado. Por opção, não partilhei nada do que se passava comigo dessa altura aqui, e, assim, perdi alguma intimidade com a Arca... Mas o tempo também é um sacana que não estica, não tenho horas do dia que cheguem para alimentar a Arca com os tesouros como fazia antes, embora eles se acumulem no meu coração todos os dias, a toda a hora.